Tudo flui quando sentimos bem estar mental

Fritz Perls

Nos últimos tempos o mundo mergulhou numa enorme incerteza.
Negócios que pareciam promissores, planos de viagens incríveis, shows internacionais, festas VIPs e simples reuniões familiares, tudo teve de ser adiado.
E até quando? A pergunta que não quer calar. E aí então começamos a descortinar a razão de parte do sofrimento da humanidade: Lidar com as incertezas, não ter como prever o daqui a pouco.
Estávamos constantemente habituados a viver do futuro, com uma espécie de ansiedade crônica. coletiva, com a cabeça no futuro e os olhos no celular, deixando de lado nossos companheiros de vida, as experiências presentes, os seres à nossa volta, deixando pra depois o “sentir”, e que ironia! Talvez a coisa mais importante sobre estar vivo, seja justamente a capacidade de sentir, experienciar. Fomos deixando aos poucos de lado nossa capacidade de fazer conexões reais. E assim, tudo isso veio à tona de uma só vez.
Mas neste momento, peço que reflita um pouco comigo, será que de fato tínhamos mesmo controle do futuro? Será que nós sabíamos mesmo que aquela viagem se realizaria? Que iríamos à aquela festa, ou poderíamos deixar pra dar um abraço no Natal naquela pessoa que amamos?
Acredito que não. Nós nunca tivemos certeza de nada, mas até então vivíamos como se a tivéssemos. Como se tudo fosse controlado única e exclusivamente pela nossa vontade.
E o que percebemos ao final disto tudo é que estamos inseridos no todo, muitos eventos ocorrem independente de nossos desejos e que temos uma única urgência em comum: viver com mais qualidade. Sermos mais atentos aos que amamos e talvez perceber que as experiências que vivemos na Terra nos enriquecem todos os dias e que a cada nova respiração que nos é concedida é motivo de enorme gratidão. Muito há ainda a se aprender, há belezas interiores dentro de cada um de nós ainda inexploradas, como por exemplo o silêncio, o autoconhecimento, o desenvolvimento de novas e fundamentais capacidades, como por exemplo saber ficar com você mesmo, ser seu amigo(a) e ser capaz de se alegrar com isso, buscar seu próprio reconhecimento, e não passar a vida inteira à espera de uma chancela de “exemplo de pessoa” que jamais virá, seja do mundo, das pessoas à sua volta, da sociedade ou da Vida.
Cada ser vivente nesta Terra recebeu um maravilhoso presente “sua própria vida”, e o que temos feito com isso?
Já é hora de refletir. Para muitos se entreter com a vida alheia basta, mas em verdade não preenche. Esta é uma das causas de tantas pessoas em depressão, não se vive das experiências alheias, é necessário que você viva, sinta, ultrapasse seus limites e se arrisque.
A experiência de estar hoje um pouco mais só, mais tempo com você mesmo(a) pode ser bastante aproveitada, desde que você aceite e acolha seu ser em toda sua integralidade. Ao perceber que algo não está exatamente como você gostaria é sempre um primeiro passo pra uma mudança significativa.
E então eu me pergunto: essa inteligência maior que nos rege, a inteligência do Universo, aquela que não permite que uma folha caia ao chão fora do tempo certo, essa inteligência sabe mesmo o que faz? Creio que sim, porque apesar de não ser exatamente o que nós gostaríamos, talvez fosse o que mais precisávamos. É como se fosse um desafio do Criador nos dizendo: veja se consegue aproveitar o presente que te dei, que é o único momento que você tem e sempre terá, neste contínuo agora.
Enquanto, nós, humanos, fazemos reflexões essenciais pra continuidade de nossa existência e nos adaptamos de diversas maneiras à novas formas de viver, nosso lindo planeta Terra e todos os animais, que generosamente dividem seu espaço conosco, se recuperam e a vida renasce no verde e nas águas limpas da nossa Mãe Terra! Que sejamos capazes de dividir, de conviver, de amar e preservar os animais e a natureza, a qual também fazemos parte.
Que você seja feliz e espalhe sua luz para todas as vidas que te cercam.
Gratidão.

Paz e Luz.