Sempre que se fala em PNL as pessoas geralmente ficam com uma interrogação bem no meio da testa, sem entender exatamente do quê está se falando. Isso ocorre porque muitas pessoas entram em contato com assunto de forma superficial, e por vezes quem detém o conhecimento não é claro o suficiente ao tratar da matéria. Portanto aqui pretendo te dar uma breve introdução, para que você compreenda como essa ferramenta terapêutica fundamental pode te ajudar.
A Programação Neurolinguística, ou PNL, surgiu na Califórnia – EUA, na década de 1970, tendo como seus criadores John Grinder e Richard Bandler, respectivamente, um liguísta e um matemático. A ideia inicial deles era modelar, ou seja, espelhar, estudar, inspirar-se nas grandes excelências da época, com o intuito principal de entender o funcionamento de suas mentes e criar uma metodologia para acessar o estado de realização e excelência. À princípio foram modelados grandes terapeutas, mas logo perceberam que era possível entender como se programam as mentes dos considerados gênios da sociedade de maneira geral. Ou seja, estudaram os considerados melhores profissionais do momento, ou da História, quem se destacava e obtinha sucesso no que fazia, grandes jogadores, excelentes músicos, políticos aclamados, atletas profissionais, artistas muito bem sucedidos em suas carreiras. Dessa forma PNL é a “arte da excelência humana!”
Tudo isso parte da ideia de descobrir que há um certo funcionamento (programação) das mentes geniais, há também uma maneira de expressão padrão, inclui-se aqui até mesmo os diálogos internos (linguística) e há a tradução que cada um dá às experiências sensoriais vividas (neuro). E talvez aqui você note como é mesmo algo intrigante, já que nós todos temos, ao menos em tese, o mesmo tipo de aparelho mental. Então, o que poderia diferir um de outro? O que torna um deles gênio, que domina suas capacidades plenamente, e outro “normal”, que por utilizar menos seus potenciais se torna norma, ou seja, normal, comum, mediano na sociedade? A resposta está no significado, ou seja, como lidamos com uma mesma situação, como pensamos, sentimos e agimos diante de um mesmo fato, muda tudo, chegando até a possibilidade de mudar o fato em si. Ao menos em seu significado pessoal.
A PNL estuda basicamente a forma como o ser humano constrói sua realidade subjetiva, ou seja seus pensamentos e sentimentos diante de um mesmo fato ou realidade objetiva. Como cada ser vai criar suas próprias ideias e convicções sobre aquilo, como cada indivíduo vai sentir, significar e programar sua mente.
Aqui é essencial perceber que diante de uma mesma experiência seres humanos podem compreender, sentir e se comportar de maneira muito diversa. Por vezes significamos acontecimentos de maneira extremamente sofrida, traumática em nossas vidas, e isso pode ser perigoso, nos levando por vezes a resultados muito diversos do que desejávamos pra gente. Perceber que você é livre pra pensar e sentir de maneira diferente da que está habituado é o princípio de um caminho surpreendente pra trilhar, se redescobrir e estar mais perto do que realmente almeja.
O objetivo da PNL portanto é estruturar nossos pensamentos, sentimentos e comportamentos para que possamos atingir um resultado por nós desejado.
Nas Terapias Breve e Holística utilizo essas técnicas modernas e transformadoras de PNL, por meio delas é possível ressignificar crenças limitantes, modificar padrões de comportamento, tratar medos e fobias, controlar compulsões e atingir a sensação de bem estar, sentir-se bem com o que pensa, sente e age, sentir-se bem com você mesmo, fazer as pazes com o passado e viver intensamente o presente, construindo uma vida plena.
Definitivo
“Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional…”
Carlos Drummond de Andrade